acendendo os poucos filamentos em que guardo todos os meus segredos, te vi sorrindo sem nada nos dentes, entre os dedos amarelados e então cansei de tossir demais. o cheiro da boca, da erva daninha que some na brasa, estalando sorrisos forçados, antes tarde suficiente em estragos estagnados e pecados, mesmo que depois de sairmos de casa, cansados desse nosso vazio desvairado, amamos outros nós em exagero. ao abrigo do medo avistamos lâmpadas amarelo alaranjadas, espalhadas em ordem simétrica, guiando rumo ao desencanto, eu tu e castigo. ainda sonho com as noites tantas em que éramos inocentes crianças afobadas, incitando vontade do desconhecido, cansados de perder de vista, escondíamos nós em pequenos pedaços enfurnados no lixo do outro e riamos a toa de tanto chorar e sofrer. contamos as horas em que esperamos sentados o lado de fora chamando para a gente voltar, mas ainda não voltamos.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
prazer irremediável
a mais profana qualidade que ostentamos
prazer irremediável
estremecidos pernas
perdidos em caminhos opostos
voltados os olhos ao mesmo lugar
miúdez obscena
saciamos vontade
e aos poucos ficaram restos
por menores que fossem
sofremos suficientes remorsos
prazer irremediável
estremecidos pernas
perdidos em caminhos opostos
voltados os olhos ao mesmo lugar
miúdez obscena
saciamos vontade
e aos poucos ficaram restos
por menores que fossem
sofremos suficientes remorsos
molduras
ao passo que caímos
pedaços de nós caminhos opostos
vejamos entre quadros
molduras erráticas
herméticas sensações de conforto
procriando pasmos palavras
em que momentos uns inferiores
nos aquecemos pouco de mais
visamos concórdia e benefícios
juntando acidentes programados
entramos em conflito
e saímos derrotados
pedaços de nós caminhos opostos
vejamos entre quadros
molduras erráticas
herméticas sensações de conforto
procriando pasmos palavras
em que momentos uns inferiores
nos aquecemos pouco de mais
visamos concórdia e benefícios
juntando acidentes programados
entramos em conflito
e saímos derrotados
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
calligraphie
la souffrance
punition des fous
le cirque est parti
sourires estatiques
la mort
bénédiction
nostalgie
adieu
punition des fous
le cirque est parti
sourires estatiques
la mort
bénédiction
nostalgie
adieu
o visionário
decrépito visionário
de idônea lascívia
ronca forte peito
encharca-se tu em vapor aquoso
arriscando nós passos dignos dos imbecis
fraquejamos diversas vezes rumo
ao que contrário presumo vejo falho
arrancando mágoas aos cachos
podres emaranhados
vulgos em sabedoria
esquecemos o caminho
geramos falhas visíveis
sabemos pouco de nada
onde calo boca tua com lamúrias
irráscivel horda de espasmos
arrumada em devaneios esporádicos
onde cume criatividade cessa
vemos ignorância
como salvação desesperada
de idônea lascívia
ronca forte peito
encharca-se tu em vapor aquoso
arriscando nós passos dignos dos imbecis
fraquejamos diversas vezes rumo
ao que contrário presumo vejo falho
arrancando mágoas aos cachos
podres emaranhados
vulgos em sabedoria
esquecemos o caminho
geramos falhas visíveis
sabemos pouco de nada
onde calo boca tua com lamúrias
irráscivel horda de espasmos
arrumada em devaneios esporádicos
onde cume criatividade cessa
vemos ignorância
como salvação desesperada
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