hipotéticamente
chegam ao paraíso
azul e dourado
e corpo reflexo
naturalmente
movimento
em carne viva
momentos
ode a nostalgia
dos pecados
justificados
em sombra
que tanto
sorriram
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
tapetes baratos
reflexo de vultos nossos
perdidos aos vidros
em pedaços e chão
poeira
nem fato que diga
fossemos diferentes
em olhos ou mãos
ou expressões faciais
desdenhamos o destino
pouco se foram os dedos
arrastados em tapetes baratos
debaixo de tanta sujeira
para trás ficaram os restos
e as doses que embriagam
não anestesiam mais
perdidos aos vidros
em pedaços e chão
poeira
nem fato que diga
fossemos diferentes
em olhos ou mãos
ou expressões faciais
desdenhamos o destino
pouco se foram os dedos
arrastados em tapetes baratos
debaixo de tanta sujeira
para trás ficaram os restos
e as doses que embriagam
não anestesiam mais
vestes alvas
enquanto tempo
insiste em dizer
amargamente
verdades enfiadas em garganta
abaixo em que esofago
ou estomago não aguentem
vomitaram eles em suas escadas
em caminhos ordinários
ordenados em fé
apologia a ignorância
mostram suas faces
em olhares inquietos
direcionados ao pouco
que conforta
benção dos imbecis
tolos e suas máscaras disformes
mordaça que fecha túmulos
deseja e regurgita
diversas formas de medo
ou algo que se pareça
caindo em mãos erradas
mãos sujas e sorrateiras
guardam consigo
coroa de espinhos e ouro
enquanto saciam os abutres
em suas vestes alvas
esperando menor sinal de descuido
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
farinhar
de primeira
dia outro
mesmo pesar
em manhã de escuro
aberto o céu se cala
de longe fumaça
pedaços de lenha
carvão
apressa o forno
lenha ardente
fogo brando
pouco a pouco
mói mói mói
laboriosamente
estorvo
suor que alimenta
cloretos
aperta coa aperta
torrando lentamente
por causo que
em cidade é diferente
e comida na roça
não nasce pronta
dia outro
mesmo pesar
em manhã de escuro
aberto o céu se cala
de longe fumaça
pedaços de lenha
carvão
apressa o forno
lenha ardente
fogo brando
pouco a pouco
mói mói mói
laboriosamente
estorvo
suor que alimenta
cloretos
aperta coa aperta
torrando lentamente
por causo que
em cidade é diferente
e comida na roça
não nasce pronta
cobertores
andaram eles todos em rastros pequenos em desnorteio. seguindo cheiro que se sentia distante, impermeabilizado em cascas grossas de suor e sujeira, exalando em olhos cansados ardor outro que ficara pendurado em gargantas secas e ardidas, dia após outro. forçando moleiras contra o calor que arrebentava-lhes ombros e costas. sentiam em mãos banhadas a sangue, o rodear das moscas varejeiras, enquanto cada vez em longe se iam. ao caminho que a frente esperavam, nada aparecia. colhiam as bernes e acariciavam as chagas espalhadas em todas as partes de suas carnes vivas. descamisados em pés pelados, amamentados pelo desejo, visto em que mundo melhor o fosse, cimento e fumaça e cheiros desagradáveis. vender-se-iam corpos em filas e debaixo de escadas, duvidando de tudo que entrar frente aos seus facões e navalhas. olhos destemidos, em rostos fechados, sem sorriso e dentes. em confiança de desespero, janelas e fileiras de metal enferrujado, outros em pressa e descuido, aos papelões e cobertores queimados, diferente lugar agora este, lar.
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