escolhas as minhas essas são ilustração
tiveram tempo ainda o deixaram embora
fugir dos dedos e medos afiados
outras formas diferentes de arranhar os joelhos
caminho entre molduras e esmaltes
verdades esboças em sequer detalhes
esmiuçadas
vísceras
auto-retrato amor próprio
piedade
as vontades de cabeça para baixo
parcialmente acabado
inabitado
terreno fértil abandonado
casa de temores nenhum
ainda os sonhos fugindo do agora
mendigos de rua
filhos da falta de ternura
casados com a noite
à espera de bons resultados
um pedaço de palavras malditas
mal ditas
nem todas foram postas para fora
expulsas
expostas
portas abertas e corredores
um tiro certeiro do lado direito do peito
através do pulmão cansado
metamorfoseado em abrigo de fumaça
embala-me em filme plástico
canções de ninar afobadas
no desespero ao encontro
dos barulhos e ruídos
que um dia me façam dormir
segunda-feira, 20 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
relativo tempo
queremos um pouco mais de abrigo e lágrimas
daquela salvação que não nos acorda
coagimos todos os dias
travestidos de escuro e luzes incandescentes
cremos na inocência dos pecados
cobertos com nossa pele indecente
a realidade que ainda sufoca
e todos os comprimidos
as molduras e acabamentos
nada sobreviveria no passado
não querer tanto tempo para conversar
e perguntar sobre o que ainda não passou
daquela salvação que não nos acorda
coagimos todos os dias
travestidos de escuro e luzes incandescentes
cremos na inocência dos pecados
cobertos com nossa pele indecente
a realidade que ainda sufoca
e todos os comprimidos
as molduras e acabamentos
nada sobreviveria no passado
não querer tanto tempo para conversar
e perguntar sobre o que ainda não passou
terça-feira, 7 de maio de 2013
vértebras
descrevemos um sossego qualquer
era bom em colchas e lençóis baratos
sem essa de cheiro ou sentir alguma coisa
talvez o cheiro de armário mofado
guardado por naftalina e suas baratas viciadas
nossa hipocrisia familiar a tantos
os anos luz e as equações e tanto tempo gasto desnecessariamente
pesos e medidas e cautelas
carregamos fardos nem pesados muitos
duzentos ossos ou mais
os da coluna ainda não cansaram
era bom em colchas e lençóis baratos
sem essa de cheiro ou sentir alguma coisa
talvez o cheiro de armário mofado
guardado por naftalina e suas baratas viciadas
nossa hipocrisia familiar a tantos
os anos luz e as equações e tanto tempo gasto desnecessariamente
pesos e medidas e cautelas
carregamos fardos nem pesados muitos
duzentos ossos ou mais
os da coluna ainda não cansaram
terça-feira, 16 de abril de 2013
aparatos eletrônicos desnecessários
esperamos as conclusões finais
achando que um tipo de remédio
ou luz fluorescente irá aparecer do nada
analgésicos e anti-inflamatórios
estivemos tão atarefados
salvando todo o mundo
despencando
aos milhares de pedaços
migalhas
diagnosticamos o raciocínio lógico
escondido nos olhos e ouvidos
no som das portas
da ruas
bueiros, buracos
reentrâncias
entreabertas
pernas e dedos
compramos vergonha na cara
um pouco de medo
construímos pontes e capas impermeáveis
em plena era digital
a realidade das marcas na pele
o desejo de atravessar a cerca eletrificada
muitos encontraram a morte
nos cadeados e fechaduras
onde os ratos anseiam por algumas horas a mais
rondam
roem até os ossos
as rachaduras e tornozelos
os ossos
roem
achando que um tipo de remédio
ou luz fluorescente irá aparecer do nada
analgésicos e anti-inflamatórios
estivemos tão atarefados
salvando todo o mundo
despencando
aos milhares de pedaços
migalhas
diagnosticamos o raciocínio lógico
escondido nos olhos e ouvidos
no som das portas
da ruas
bueiros, buracos
reentrâncias
entreabertas
pernas e dedos
compramos vergonha na cara
um pouco de medo
construímos pontes e capas impermeáveis
em plena era digital
a realidade das marcas na pele
o desejo de atravessar a cerca eletrificada
muitos encontraram a morte
nos cadeados e fechaduras
onde os ratos anseiam por algumas horas a mais
rondam
roem até os ossos
as rachaduras e tornozelos
os ossos
roem
as sirenes anunciam a chegada de socorro
as velhas soluções homeopáticas
herméticas e destiladas
em arsênico e álcool hidratado
descem suavemente a garganta
arranhando vozes e voracidades
derretendo tudo pelo caminho
em ode ao sentido anestesiado
o medo reflexo ato contrário
não sentimos a ponta dos dedos
morreríamos de frio e sono
não temos cama para deitar as cabeças cansadas
olhos e bocas laringe e falta de ar
aflitos
menor sinal de socorro
gritamos por sirenes e escadas rolantes
o sangue que resta nos curativos
a ferida infeccionada
gozam e reproduzem bactérias
dezesseis horas de nada o que fazer
esperamos a morte
em nossas cadeiras ornadas
couro e flores sintéticas
o amanhã cobra seu preço
relativamente caro
na maioria dos casos
herméticas e destiladas
em arsênico e álcool hidratado
descem suavemente a garganta
arranhando vozes e voracidades
derretendo tudo pelo caminho
em ode ao sentido anestesiado
o medo reflexo ato contrário
não sentimos a ponta dos dedos
morreríamos de frio e sono
não temos cama para deitar as cabeças cansadas
olhos e bocas laringe e falta de ar
aflitos
menor sinal de socorro
gritamos por sirenes e escadas rolantes
o sangue que resta nos curativos
a ferida infeccionada
gozam e reproduzem bactérias
dezesseis horas de nada o que fazer
esperamos a morte
em nossas cadeiras ornadas
couro e flores sintéticas
o amanhã cobra seu preço
relativamente caro
na maioria dos casos
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