foram despercebidos sorrisos crimes imaculados inocentes pecados condenados ao acaso a noite acaba tão
depressa e ainda assim não
estamos a sós seguros em nosso abrigo
confortável somos o silêncio berrado calado silêncio sagrado
Amar é crime quando inconfessável perpétua prisão de
desamparo nas serenas fugas
do acaso amar é inviável nas marcas de giz
no estofado sintético e
desfigurado uma linha que
separa o estrago o amor é morte
quando inalcançável
era difícil o
caminho a seguir frente destemido
correremos sentados cansados e pés
afobados de sentar apague as luzes
temos um mundo a temer morreríamos de medo
e um pouco de sede saciados da vontade
de acabar em orgulho aos
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