Mordidas que arrebentam a pele
Fome de calor e unhas
Mentiras confortáveis
O mesmo lado do muro
Arranho entranhas e esquece
Cérebro e cabeça de porco
Saciam as entranhas
Serenamente intocáveis
Sonham com o escuro
O que o comprimido amortece
Mordaças sossegam o estorvo
De acordar pela manhã
Janelas e caminhos escondidos
O sangue que brota maduro
A juventude perdida
O desejo recluso
Em voar de volta para casa
A descida iminente
No conforto debaixo da terra
quarta-feira, 17 de maio de 2017
anti inflamatório
Não existem olhares ou amores
Pedras voláteis respiráveis
Aparelhos pulsantes
Limítrofes de casca permeável
Não existem pudores e medicamentos
Somos o sono lento que torna toda troça
Em suportáveis melódicas vagas horas
Não somos de equinócios ou café quente
O preço que se paga é estar vivendo cada e cada minuto
Aquele mundo
Imundo
Do que não ser
Do que não fazer
Esse não é meu espelho
Nem de fora a casa habita
Escondida de confortáveis demônios
E tranca a chave fora de medo
Do desperdício do monte de merda
Ao espaço no estômago acabamento
É engolir todos os poetas
Mortos de frio ou de bêbado
O fim das horas e dos pulsos abertos
Ou uma toalha resistente
Amarrada no mais alto da janela
E nem ainda é de manhã
Viver o que não seres a vida
Ao morrer do que seria a sorte de ficar um pouco mais
Pedras voláteis respiráveis
Aparelhos pulsantes
Limítrofes de casca permeável
Não existem pudores e medicamentos
Somos o sono lento que torna toda troça
Em suportáveis melódicas vagas horas
Não somos de equinócios ou café quente
O preço que se paga é estar vivendo cada e cada minuto
Aquele mundo
Imundo
Do que não ser
Do que não fazer
Esse não é meu espelho
Nem de fora a casa habita
Escondida de confortáveis demônios
E tranca a chave fora de medo
Do desperdício do monte de merda
Ao espaço no estômago acabamento
É engolir todos os poetas
Mortos de frio ou de bêbado
O fim das horas e dos pulsos abertos
Ou uma toalha resistente
Amarrada no mais alto da janela
E nem ainda é de manhã
Viver o que não seres a vida
Ao morrer do que seria a sorte de ficar um pouco mais
A pele dos insetos
São as três horas da manhã
de outra nascente do sol
Mitocôndrias e barbitúricos
A língua seca que lambe o cal
A lama descama a pele dos insetos
Mortos de fome
Renascidos da córnea devorada
Perder a vista é a menor intempérie
Nascemos vertiginosamente cegos
Filhos de luz e Afrodite
A beleza que conforta os dentes
Aquece os vermes
O dissabor desse maldito frio
Ofusca a dor do morto
Que ser corpo e alimento
De micróbios e bactérias
de outra nascente do sol
Mitocôndrias e barbitúricos
A língua seca que lambe o cal
A lama descama a pele dos insetos
Mortos de fome
Renascidos da córnea devorada
Perder a vista é a menor intempérie
Nascemos vertiginosamente cegos
Filhos de luz e Afrodite
A beleza que conforta os dentes
Aquece os vermes
O dissabor desse maldito frio
Ofusca a dor do morto
Que ser corpo e alimento
De micróbios e bactérias
sábado, 2 de julho de 2016
eu teu corpo moradia
Fecundo o fruto caído de chão e arquétipos
De tantos outros trejeitos cinéticos
A mecânica do tilintar em frascos herméticos
Amarrado do lado de lá das entranhas
Engrenagens que fabricam o alimento
Do corpo se comem apenas os dentes
As unhas de roer e imacular movimentos
Respirar e dizer o que acreditar eu acreditaria
Mas de mentiras dormentes e dedos
Mastigados em glote de vidro e cimento
O que era de não respirar inspiraria
Respirar e soprar e estripar os pedaços
O conforto demasiado do engasgo
de garganta e de boca na boca e corpo
O pigarro que mata a sede e sufoca
Enforca percorre e disseca as aortas
Refestela os alvéolos dos que engolem artérias
Tenho por dentro ainda o seu gosto
De toda a decadente matéria
Tenho por dentro ainda o seu rosto
Que guardo de pele e pecado
Tenho ainda por dentro o seu corpo
E todas as bactérias
De tantos outros trejeitos cinéticos
A mecânica do tilintar em frascos herméticos
Amarrado do lado de lá das entranhas
Engrenagens que fabricam o alimento
Do corpo se comem apenas os dentes
As unhas de roer e imacular movimentos
Respirar e dizer o que acreditar eu acreditaria
Mas de mentiras dormentes e dedos
Mastigados em glote de vidro e cimento
O que era de não respirar inspiraria
Respirar e soprar e estripar os pedaços
O conforto demasiado do engasgo
de garganta e de boca na boca e corpo
O pigarro que mata a sede e sufoca
Enforca percorre e disseca as aortas
Refestela os alvéolos dos que engolem artérias
Tenho por dentro ainda o seu gosto
De toda a decadente matéria
Tenho por dentro ainda o seu rosto
Que guardo de pele e pecado
Tenho ainda por dentro o seu corpo
E todas as bactérias
batimentos mecânicos
Não saberia que ter medo do relógio
Das lâmpadas apagadas e horas perdidas
Bocas silenciosas
Naturezas mortas e sombras
Dorme de outra vez agora
Do outro lado da cama
Banalizando o ruidoso sossego
Das vozes que ouço são cegas
De ponteiros e batimentos mecânicos
Nos escombros do escuro que escondo
Coração e músculos outros
Que laboram a inaudível orquestra
Da perseverante ausência de sono
Das lâmpadas apagadas e horas perdidas
Bocas silenciosas
Naturezas mortas e sombras
Dorme de outra vez agora
Do outro lado da cama
Banalizando o ruidoso sossego
Das vozes que ouço são cegas
De ponteiros e batimentos mecânicos
Nos escombros do escuro que escondo
Coração e músculos outros
Que laboram a inaudível orquestra
Da perseverante ausência de sono
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