sexta-feira, 25 de novembro de 2011

pressa

reveis conceitos
amores castrados
sentimentalismo barato
somos pouco demais
para dois egoístas como eu e tu
choramos misérias
em barrigas erradas
fomos mais longe
de vez em quando
passos curtos
amarras de poliéster
trazem segurança nós
cair é demais arriscado
o que dizer por agora
janelas trancadas
perfume de cigarros
onde nos esquentamos
colchões manchados
onde tempo todo passado
estamos a encontrar abrigo
caso contrário qualquer afago
se torna outro castigo
sujos de corpo do outro
ruminamos palavras de ódio
saímos cedo e pressa
sumir sem deixar vestígio





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

sociedade quatro

capengamos vezes todas
em que erramos caminho
frágeis pernas errantes
desviando-se de gente podre
roupas velhas e sujeira
cobertores manchados
caímos cara em merda ressecada
choramos óleo disel
impermeável cidade
sociedade privada
estagnada
poça de lama agouro
sofrido amargor
corremos caminho contrário
chegaremos quem sabe
amanhã

sociedade três

perdidos em caminhos errantes
clamamos por um deus plastificado
espasmos involuntários
guiam displicentes respostas
buscando em retórica ignorância
toda a verdade maculada

sociedade dois

libidinosos ratos
secreta repressão
castramos nós
cheiro do esgoto
quente arde e coça
fumaça e basculantes
herméticos abrigos
antipatia sociopatia
patologia coletiva
afobados corpos cansados
castigos sofridos
sem direção qualquer que siga

sociedade um

hipócritas organizações desgovernadas
propostas respostas certezas
incertezas expostas polêmicas
direitos ridiculos redundantes
força desnecessária ilusória
adeus sociedade