perdi a mim o tempo para elegâncias
nos dedos de marca de giz amarelo
o sorriso nos olhos de quem diz doer
por todos os temores que velo
o amargo do céu amargo da boca amarga
sempre os cantos e reentrâncias a roer
do amor que floresce em cerca elétrica
fruto destilado de doses homeopáticas
era bastante sossego e um pouco de velho
frente à verdade que alarga peitos de ar
nem que pudesse amar e saber amar
dentro das veias que correm estáticas
dissemino o maculado evangelho
de dizer o que não poderia sonhar em dizer
sábado, 20 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
ante-sala
o ultimo suspiro que ecoa nas ante-salas abandonadas
debaixo das escadas e corrimões engordurados
o doce deslizar dos dedos melados
onde escancara a mera banalidade do acaso
somos a verdade que nos fazemos de qualquer maneira
de maus tratos retratos e andarilhos
maus trapos e pequenos recortes de jornal
amamos os espaços vazios e ensolarados
capacitamos toda a imaculada cordialidade
balbuciando lascivas de nossos anjos caídos
até que finalmente perdemos as asas
debaixo das escadas e corrimões engordurados
o doce deslizar dos dedos melados
onde escancara a mera banalidade do acaso
somos a verdade que nos fazemos de qualquer maneira
de maus tratos retratos e andarilhos
maus trapos e pequenos recortes de jornal
amamos os espaços vazios e ensolarados
capacitamos toda a imaculada cordialidade
balbuciando lascivas de nossos anjos caídos
até que finalmente perdemos as asas
flores carbonizadas
agonizamos no amargor do cansaço seletivo
regozijando as piores aventuranças
florescendo onde o medo repentino
finca raízes e olhares despreocupados
desesperamos os cabelos mais sossego
do ficar eternamente estagnado
onde o poço reproduzem bactérias
somos o lodo que afoga o afogado
regozijando as piores aventuranças
florescendo onde o medo repentino
finca raízes e olhares despreocupados
desesperamos os cabelos mais sossego
do ficar eternamente estagnado
onde o poço reproduzem bactérias
somos o lodo que afoga o afogado
fundamentalismo
o ambiente que nos justifica a paz
a falta que faz a fala de gritos e voz
aprender com erros e acasos atrasados
a hora que passa e finca unhas na pele
sobrevivemos à ignorância perspicaz
saboreamos a compaixão algoz
que nos resta ossos apenas a roer
sem termos os dentes ostentar
debaixo de cobertores e lâmpadas incandescentes
o modo como nos movemos
é fundamental
a falta que faz a fala de gritos e voz
aprender com erros e acasos atrasados
a hora que passa e finca unhas na pele
sobrevivemos à ignorância perspicaz
saboreamos a compaixão algoz
que nos resta ossos apenas a roer
sem termos os dentes ostentar
debaixo de cobertores e lâmpadas incandescentes
o modo como nos movemos
é fundamental
quarta-feira, 21 de maio de 2014
refrigerante
a razão que nos trás a cura de nós mesmos
de nenhuma vontade de fazer diferente
era sempre o que volta por vezes infinitas
engolir o choro e esperar o próximo ônibus
sentados em chão de frio e lama da chuva de ontem
o céu não tem nada para nos fazer sorrir
sorrimos por qualquer coisa que faça chorar
os machucados nos dedos de tanto roer
temos unhas para arranhar as janelas
e um futuro é mais que qualquer futuro ou seja
sequer o sabor de saber qual gosto sentir
na boca que trás sede e desespero
o desejo e a falta de vergonha na cara
reflexo de um espelho pendurado em um quarto escuro
onde as entrelinhas dizem mais que o poema
fruto do ventre podre que colonizam moscas
enfeitam nosso véu de seda falsificada
temos um pouco de terra debaixo dos nossos pés
para que possamos andar descalços
quantas vezes ainda quisermos nos enganar
que há por mais além que fosse
daqui em diante
um cenário retrato de paisagem
menos cinza e um pouco mais refrescante
de nenhuma vontade de fazer diferente
era sempre o que volta por vezes infinitas
engolir o choro e esperar o próximo ônibus
sentados em chão de frio e lama da chuva de ontem
o céu não tem nada para nos fazer sorrir
sorrimos por qualquer coisa que faça chorar
os machucados nos dedos de tanto roer
temos unhas para arranhar as janelas
e um futuro é mais que qualquer futuro ou seja
sequer o sabor de saber qual gosto sentir
na boca que trás sede e desespero
o desejo e a falta de vergonha na cara
reflexo de um espelho pendurado em um quarto escuro
onde as entrelinhas dizem mais que o poema
fruto do ventre podre que colonizam moscas
enfeitam nosso véu de seda falsificada
temos um pouco de terra debaixo dos nossos pés
para que possamos andar descalços
quantas vezes ainda quisermos nos enganar
que há por mais além que fosse
daqui em diante
um cenário retrato de paisagem
menos cinza e um pouco mais refrescante
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