o ultimo suspiro que ecoa nas ante-salas abandonadas
debaixo das escadas e corrimões engordurados
o doce deslizar dos dedos melados
onde escancara a mera banalidade do acaso
somos a verdade que nos fazemos de qualquer maneira
de maus tratos retratos e andarilhos
maus trapos e pequenos recortes de jornal
amamos os espaços vazios e ensolarados
capacitamos toda a imaculada cordialidade
balbuciando lascivas de nossos anjos caídos
até que finalmente perdemos as asas
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