Das mãos que de trêmulas
Disfarçam um sabor diferente
A fim de sanar os pecados do outro
Enfim
Sóbrios desleixos da noite
O escuro justifica o afoito
Meio de torto e trejeitos
Minha sombra de dúvida que habita
Mora de longe e morre de fome
Fome do que morre a roer
E matar por pecado qualquer
As unhas fincadas na pele
Que de pele e aparências estamos
Existir e ser
E estar é tempo suficiente
Dormente de toques e rosto
O desejo que de morrer lentamente
Na cama em que faz
O rangido dos dentes
Sonhar o indescritível conforto
De almofadas ortopédicas
E dedos indiferentes
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
o gosto do sal
supostamente existindo
em um infinito metafórico mar de sal
afogados em barcos de ferrugem e lama
enquanto gastamos saliva em descer
o que há de melhor fica embaixo
entre nervos e deformidades
tudo que nasce de nós é pecado
virtudes e vícios acostumados
às remelas e erudições silábicas
cantaroladas no amargor do cloro
dos labios que ridicularizam o choro
do outro que nasce de morto
de fraco caráter ou carências vulgares
esbanjando dentes e vestidos impecáveis
milagres impertinentes dos elétrons apodrecidos
em um infinito metafórico mar de sal
afogados em barcos de ferrugem e lama
enquanto gastamos saliva em descer
o que há de melhor fica embaixo
entre nervos e deformidades
tudo que nasce de nós é pecado
virtudes e vícios acostumados
às remelas e erudições silábicas
cantaroladas no amargor do cloro
dos labios que ridicularizam o choro
do outro que nasce de morto
de fraco caráter ou carências vulgares
esbanjando dentes e vestidos impecáveis
milagres impertinentes dos elétrons apodrecidos
sábado, 22 de agosto de 2015
a rua
a rua inunda em imundices fluorescentes
dando para trás de todos os pecados
os olhos ardem da fumaça que conforta
o mesmo tempo que não passou
guarde essa boca de mim
tire o esgoto que transborda
da borda do poço precipício e torna
a volta para casa tão solitária
dando para trás de todos os pecados
os olhos ardem da fumaça que conforta
o mesmo tempo que não passou
guarde essa boca de mim
tire o esgoto que transborda
da borda do poço precipício e torna
a volta para casa tão solitária
segunda-feira, 29 de junho de 2015
aparatos mecânicos
o céu que de noite acalma
é de inferno infinito de horas
cabeça vazia e aparatos mecânicos
não tem os ossos e deliciosos pedaços
que repetem o ato de dormir
de fecundar camas vazias
falhas vulneráveis
erros aritiméticos
toques de recolher
queimam olhos e travesseiros
apagam as luzes e sonhos perfeitos
murmuram os feromônios
desesperadamente voz
calado
baixo tom de voz que soa
sai de minúsculos orifícios
meticulosamente assimétricos
e jamais encontram
abrigos confortáveis
é de inferno infinito de horas
cabeça vazia e aparatos mecânicos
não tem os ossos e deliciosos pedaços
que repetem o ato de dormir
de fecundar camas vazias
falhas vulneráveis
erros aritiméticos
toques de recolher
queimam olhos e travesseiros
apagam as luzes e sonhos perfeitos
murmuram os feromônios
desesperadamente voz
calado
baixo tom de voz que soa
sai de minúsculos orifícios
meticulosamente assimétricos
e jamais encontram
abrigos confortáveis
quinta-feira, 25 de junho de 2015
o salvador
o mesmo andar da carruagem
trás e leva o gosto metálico
no céu da boca
nublado e sem chuva
pouco para conhecer
ler mentes vazias e portas abertas
o serviço completo o espanador
na área de serviço
o tempo passa velho de olhos cansados
o estupor trás o acalento aos nervos
espasmos e reflexos voluntários
o amarrar enrolar e o ato de enrolar
e salvar o pouco do servo
servir e virar o que passou
anestesia do anestesiado
trás e leva o gosto metálico
no céu da boca
nublado e sem chuva
pouco para conhecer
ler mentes vazias e portas abertas
o serviço completo o espanador
na área de serviço
o tempo passa velho de olhos cansados
o estupor trás o acalento aos nervos
espasmos e reflexos voluntários
o amarrar enrolar e o ato de enrolar
e salvar o pouco do servo
servir e virar o que passou
anestesia do anestesiado
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