o céu que de noite acalma
é de inferno infinito de horas
cabeça vazia e aparatos mecânicos
não tem os ossos e deliciosos pedaços
que repetem o ato de dormir
de fecundar camas vazias
falhas vulneráveis
erros aritiméticos
toques de recolher
queimam olhos e travesseiros
apagam as luzes e sonhos perfeitos
murmuram os feromônios
desesperadamente voz
calado
baixo tom de voz que soa
sai de minúsculos orifícios
meticulosamente assimétricos
e jamais encontram
abrigos confortáveis
segunda-feira, 29 de junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
o salvador
o mesmo andar da carruagem
trás e leva o gosto metálico
no céu da boca
nublado e sem chuva
pouco para conhecer
ler mentes vazias e portas abertas
o serviço completo o espanador
na área de serviço
o tempo passa velho de olhos cansados
o estupor trás o acalento aos nervos
espasmos e reflexos voluntários
o amarrar enrolar e o ato de enrolar
e salvar o pouco do servo
servir e virar o que passou
anestesia do anestesiado
trás e leva o gosto metálico
no céu da boca
nublado e sem chuva
pouco para conhecer
ler mentes vazias e portas abertas
o serviço completo o espanador
na área de serviço
o tempo passa velho de olhos cansados
o estupor trás o acalento aos nervos
espasmos e reflexos voluntários
o amarrar enrolar e o ato de enrolar
e salvar o pouco do servo
servir e virar o que passou
anestesia do anestesiado
sexta-feira, 15 de maio de 2015
onde a cabeça não dorme
estancaram-nos em cabeça para baixo
o arreio do arredio que o medo consola
dos cus virados para os céus
deus não conforta os desesperados
a terra salgada de engolindo o choro
voltar atrás é segredo que poucos
poucos os dedos e vias aéreas
temos artérias e nenhum silêncio
conforto
cabe as membranas e espasmos diários
o rancor do pigarro é o desejo do fumo
para que boca de nós só lhes cabem o lixo
cabemos em nenhum dos lugares
e tantos travesseiros
segunda-feira, 23 de março de 2015
lado direito da cama
amaldiçoaram as bocas sem fome de nada
que a lingua morde e fala dos dentes
cala-te boca que cospe pesares
era de vontade que fosse insignificar
falar demais em sonhos e olheiras
dormir nunca é o bastante
apaga-te o fogo de acordar
o cheiro atrai os carniceiros
rondam em círculos perfeitos
desenhados com sangue dos dedos
era para ontem que amanhecer
não fez tanta importancia fazer
e as contas de um mundo de lá
são pouco demais para nós
falamos errado
e cultuamos paroxítonas
o pecado não é o alimento
é o ato de alimentar
que a lingua morde e fala dos dentes
cala-te boca que cospe pesares
era de vontade que fosse insignificar
falar demais em sonhos e olheiras
dormir nunca é o bastante
apaga-te o fogo de acordar
o cheiro atrai os carniceiros
rondam em círculos perfeitos
desenhados com sangue dos dedos
era para ontem que amanhecer
não fez tanta importancia fazer
e as contas de um mundo de lá
são pouco demais para nós
falamos errado
e cultuamos paroxítonas
o pecado não é o alimento
é o ato de alimentar
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
para que tanto dormir
faz de mim o fundo onde pisas e encontra chão
que conforto melhor em cobertores de outros
lâmpadas fluorescentes e caminhos acesos
o melhor do dia é o relógio
das horas amargas e tragos infinitos
o que de nós procuramos saída
letreiros e neon
temos um pouco de vontade
e dormir é remédio
sonhar nunca fez bem ao sacrilégio
de fechar os olhos ser o almejo maior
cobrir o rosto e os pés
para que monstro nenhum consiga entrar
que conforto melhor em cobertores de outros
lâmpadas fluorescentes e caminhos acesos
o melhor do dia é o relógio
das horas amargas e tragos infinitos
o que de nós procuramos saída
letreiros e neon
temos um pouco de vontade
e dormir é remédio
sonhar nunca fez bem ao sacrilégio
de fechar os olhos ser o almejo maior
cobrir o rosto e os pés
para que monstro nenhum consiga entrar
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