sexta-feira, 14 de junho de 2013

Breve ensaio sobre o ego parte II

alma de poeta é o caralho
tenho alma de fumante
de beber na rua da amargura
sou de horas perdidas e noites de sono
de carne e fragrâncias vagabundas
relógio falsificado pendurado na parede
caindo aos pedaços
despedaço
eu já não choro há muito tempo
não tenho vocação para viciado
nem amo tanto o trabalho

serei esquecido quando morrer
e ainda assim não sou lembrado
não inventei porra nenhuma
escondo no bolso
tantos dedos amarelados
reclamando deliberadamente a fumaça

na hora de ir para casa
sempre esqueço o caminho de volta
e não me dou bem com atalhos

sempre fico um pouco mais
e se for extremamente necessário
eu durmo na calçada

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