terça-feira, 19 de novembro de 2013

poema sobre o preço exorbitante dos cigarros

o fruto do vosso ventre 
anda de madrugada
fuma cigarro barato e transa
morre de medo e de fome
santa maculada
transformada em calor de fumaça
mordomia dos poucos
que sorriem do estrago
do amargo gosto
de rasgar o meio do peito
do nosso corpo semifechado

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