segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ratos

tarda-se noite
em epílogo do fracasso
cidade esconde-se em murmúrios
relatam lâmpadas 
e canos fumegantes
nós amamos esse medo
tememos o escuro
atiro contra seu rosto
não terei chance no inferno
rasteje-me em sujeira
ratos sorrateiros
carentes de remorso
amor é objeto estranho para mim
arriscado demais
enquanto apodreces
escondo eu pesares amargos
vontades inapropriadas
olhos abertos
temos muito tempo
até o amanhecer




Um comentário:

  1. Lindo poema!
    Muito inspirador,conheça meu blog

    www.acaradapoesia.blogspot.com

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