terça-feira, 9 de agosto de 2011

amor sincero



ao mesmo tempo


amei com medo tu
medo de sermos iguais aos erros
enraivo-me
juro maldições
passamo-nos e voltamos eu,
temendo ódio,
ódio ao outro
vida inteira, de nada
vida nossa eternamente ingrata
suprimos as desnecessidades
fomos felizes por um tempo
para sempre todo sempre até o fim
fim próximo, o fim eterno
fim de tudo que é sagrado
somos dois profanos e sempre seremos
andamos a caminho do fracasso
em busca do que é seguro
nos perdemos sem parar
sentindo ar carregado
rasgar dentro do peito
estripando-nos pedaços

perto de mais daqui
daquele lugar que chamamos
casa de lar de descida
colina a baixo a cima
em cima da colina
descemos demais devagar
para dentro do lado de trás
fora a fera a solta
no mesmo erro secreto
carecemos de prantos forcados
erroneamente nomeados
prantos de amor sincero

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